Eu tirei poucas fotos em Sasebo. Eu fiquei tão entretido com o campo, conhecer os irmãos e curtir a viagem que eu honestamente esqueci de tirar fotos de muita coisa. Mas aqui estão algumas fotos para vocês!

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Veja o post original contando o que aconteceu em Sasebo!

Sasebo

Lá estava eu, seguindo meu grande roteiro de viagem pelo Japão. 3 meses para conhecer os mistérios de Kyuushuu e Okinawa. À essa altura, eu já tinha desbravado Okinawa (com sua congregação de inglês impressionante), Miyako-jima (com sua água azul cristalina) e Ishigaki (com as arraias e uma vida submarina de tirar o fôlego) e havia conhecido Fukuoka também, a maior cidade de Kyuushuu, com seus famosos yatai (algo como pequenos quiosques que são montados nas ruas de Fukuoka, onde são servidos vários pratos típicos da região, juntamente com vários tipos de “comida de rua”) e agora estava na vez de Nagasaki!

Eu estava bem ansioso para conhecer Nagasaki. Como um fã da era Sengoku do Japão, eu sabia que a cidade de Nagasaki foi um grande porto português por algumas décadas no Japão. Por causa disso, existem alguns prédios de construção européia lá. Depois de 1634, a ocupação estrangeira foi limitada a Dejima, uma ilha artificial na baía de Nagasaki, onde os Holandeses ficaram por alguns séculos, tentando mediar o comércio do Japão com o exterior. Mesmo com a bomba nuclear que eles receberam no fim da segunda guerra mundial, Nagasaki conseguiu preservar muito da história exótica do Japão com o ocidente, uma história pouco conhecida e muito interessante (Pros interessados sobre o assunto, eu recomendo a leitura do livro “Shogun”, do James Clavell e o livro “The Thousand Autumns of Jacob de Zoet, do David Mitchell).

Além disso, havia um grupo de inglês das Testemunhas de Jeová em Nagasaki, segundo o site jw.org! Unindo o útil ao agradável, meu plano era ir para Nagasaki sábado de manhã e passar o fim de semana hospedado num hotel “europeu” para conhecer a cidade, apoiar o grupo, ir na reunião e sair no campo com os irmãos de lá. Porém, alguns imprevistos aconteram. Na sexta à noite um irmão de Fukuoka me informou que o grupo de inglês não fica na cidade de Nagasaki, mas na cidade de Sasebo, dentro do distrito de Nagasaki! Essa cidade ficava a 2h de distância de onde eu me hospedaria, atrapalhando grandemente o plano de conhecer o grupo. Então ele ligou para o coordenador do grupo e explicou a minha situação. Inesperadamente, o irmão de Sasebo então pediu para falar no telefone comigo.

A conversa a seguir foi bem interessante. Ele perguntou um pouco sobre quem eu era e se eu teria possibilidade de cancelar meu hotel em Nagasaki. Eu disse que sim. Então, o irmão me pediu para pegar um ônibus para Sasebo ao invés de Nagasaki. Apenas isso. Naquela noite eu cancelei meu hotel e minha passagem para Nagasaki e na manhã seguinte, eu fui para Sasebo, sem nem saber onde eu ficaria. O irmão que havia falado comigo pelo telefone me encontrou meio-dia na rodoviária, onde me levou para almoçar num restaurante de tenpura bem famoso da cidade. Segundo o meu novo amigo, aquele restaurante era conhecido pelo Japão inteiro e muitos vinham visitar a cidade para conhecer a culinária de lá. O mais interessante: o chef e dono do restaurante também era irmão!

Após nos deliciarmos com uma refeição bem gostosa, decidimos fazer um pouco de campo. Acompanhei o irmão em suas revisitas a diversos soldados da base militar de Sasebo, onde surpreendentemente fomos recebidos muito bem. Após uma tarde de campo ele me levou para sua casa, onde sua esposa nos esperava para fazer a janta. Para meu deleite, ela perguntou se eu gostaria de aprender a fazer gyoza e yakisoba (japanese style) e tivemos uma pequena aula de culinária que resultou num jantar maravilhoso. O casal então explicou que eu dormiria na casa deles aquela noite, mas no dia seguinte iria ficar hospedado na casa de outro casal do grupo. A noite terminou com um onsen em Takeo (uma cidade vizinha) onde eu experimentei o famoso banho japonês pela primeira vez da maneira como se deve ser apreciado. (coincidentemente, foi o onsen mais quente que eu experimentei no japão também, com a água a 45ºC!) E sim, eu tomei o café com leite no final.

No dia seguinte fomos para o campo do grupo de inglês, onde eu conheci os membros restantes: dois casais e duas irmãs solteiras. O grupo todo são 8 irmãos, 9 se contar com uma nigeriana testemunha de Jeová que estava visitando a cidade. Saí no campo com as duas irmãs, ambas muito zelosas. Tivemos excelentes experiências no campo, conseguimos abrir a bíblia e até marcar revisitas. Após o campo, eu fui convidado para almoçar pelo segundo casal do grupo de inglês. Eles me levaram para comer chanpon, um tipo de lamen de frutos do mar bem gostoso. Nesse almoço os irmãos me explicaram algo que me tocou profundamente. Como eu iria ficar apenas dois dias (sábado e domingo) na cidade, mas haviam 3 casais no grupo, eles decidiram que um casal me hospedaria no sábado, outro no domingo e o casal que não poderia me hospedar me levaria para almoçar. Quanto às irmãs que também não poderiam me hospedar, por motivos óbvios, elas iriam sair no campo comigo. O motivo? Todos queriam aproveitar o tempo com o estrangeiro que veio visitar o grupo deles!

Depois do almoço fomos para a reunião do grupo de inglês, que acontece ao mesmo tempo que a reunião da congregação japonesa do salão. Chegando lá, eu vejo o dono do restaurante de tenpura no salão! Embora ele não falasse inglês, com meu pouco japonês e com a ajuda de um irmão nós conversamos um pouco. Ele tinha um problema curioso: Ele não conseguia usar nenhum tipo de transporte sem passar muito mal. Isso significa que ele não coseguia andar de avião, de carro, de ônibus e nem de bicicleta. Era uma condição rara e que aparentemente não tinha cura. Por causa dessa condição, ele nunca havia viajado para fora de Sasebo. Ele, com mais de 80 anos, sempre viveu naquela cidade. Por isso, ele gostava muito de conhecer os irmãos que visitavam o grupo, para saber um pouco mais sobre os lugares que ele nunca conheceu. Conversamos bastante sobre o Brasil e sobre como no novo mundo, ele vai viajar pelo planeta inteiro, até o momento em que a reunião iria começar. Ele ficou no salão principal e eu fui pra sala B, pra reunião em inglês.

Na reunião do grupo, um ancião (o marido do casal que iria me hospedar naquela noite) fez um discurso excelente. A sentinela foi animada, com muitos comentários, apesar da dificuldade de todos com o idioma. Após a reunião era hora do campo, mais uma vez. Fizemos campo de rua, falando com os estrangeiros que passeavam pelo local e acabamos achando um filipino que havia estudado a bíblia a 20 anos atrás e tinha parado o estudo e agora queria voltar.

De noite, jantamos na casa do casal que me hospedaria, junto com as duas irmãs solteiras do grupo. Uma grande surpresa: Todos eles me deram presentes! Não só o casal e as irmãs solteiras, mas todos os membros do grupo de inglês quiseram me dar alguma coisa. Um irmão me deu um quadro com João 17:17 escrito em japonês (que eu pendurei na parede do meu quarto), outra irmã me deu uma grande porção de um tipo de udon que a família dela produzia. Era delicioso! O dia terminou com conversas espirituais e muitas risadas.

No dia seguinte, segunda feira, o irmão que me hospedara me levou até a rodoviária para voltar para Fukuoka, onde minha viagem continuaria. Nos despedimos e eu entrei no ônibus. Após esse fim de semana, eu conheci muitos outros lugares no Japão. Tive experiências maravilhosas. Mas, olhando para trás, se alguém me perguntasse qual foi a parte mais especial dessa viagem, eu teria que responder: Sasebo.

(algumas fotos desses dias maravilhosos em Sasebo podem ser vistas neste post!)

Você gosta de quem você é hoje?

Eu tinha 9 anos e havia ganhado de presente um Game Boy Color. O primeiro portátil da Nintendo a exibir cores em sua tela! Eu mergulhei profundamente na minha nova aquisição, jogando vários jogos, como Super Mario Land 2 e TLoZ: Link’s Awakening. Mas como um garoto de 9 anos não tem dinheiro pra ficar comprando jogos novos, eu costumava pegar jogos emprestado com o colega do curso de inglês que também tinha um Game Boy. Ele tinha muito mais jogos do que eu. Toda aula ele levava os jogos e eu escolhia um. Na semana seguinte, eu devolvia o jogo e escolhia outro. Teve uma vez que ele trouxe os jogos e entre os cartuchos cinzas e pretos (que eram a cor padrão dos cartuchos de Game Boy), havia um cartucho azul. O fato dele ser de uma cor diferente me chamou a atenção e por por isso que eu decidi pegar aquele jogo emprestado. Por causa da cor.

Era um jogo chamado Pokémon. Tão logo comecei a jogar me deparei com uma escolha que marcaria minha memória durante muito tempo. Eu tinha que escolher um monstrinho para começar o jogo. Qual deles? Dúvida cruel. A semana passou e eu tive que devolver o jogo, antes mesmo de terminá-lo. Mas eu já estava decidido. Eu precisava saber como terminava. Alguns meses depois, eu tive uma surpresa muito feliz, pois minha mãe decidiu comprar um presente pra mim, um jogo de Game Boy. O jogo da fita azul. Dessa vez eu joguei até o final, até a captura do tão misterioso Mewtwo. Que jogo! Logo após isso, soube que o desenho animado do Pokémon iria passar no Cartoon Network. Eu já estava aficionado.

Durante os anos seguintes, vi a série toda na televisão e colecionei o álbum de figurinhas (o único álbum que eu completei na vida). O vício foi tão grande que, quando os novos jogos da franquia foram lançadas no japão (versões Gold e Silver), eu baixei um programa que emulava o videogame portátil no computador e joguei o jogo todinho, até o fim, em japonês mesmo. Eu não comecei a gostar de Pokémon porque todo mundo gostava. O que me levou a gostar do jogo foi aquele cartucho azulzinho, quando eu tinha 9 anos. Um jogo que me cativou. Apenas isso. E foi a descoberta desse jogo que me levou a tantos momentos que me enchem de uma nostalgia gostosa, lembrando das batalhas contra meus colegas de classe, das noites onde eu quebrava a cabeça para entender o japonês do jogo no computador, de conversar com meus amigos sobre os bugs do jogo (MissingN0, quem lembra?) ou até do rumor de que se podia capturar o Mew atrás do S.S. Anne, que ficava em Vermillion.

É uma nostalgia que tem gostinho de infância. De amigos. De diversão. Foi uma época muito boa da minha vida. Não havia compromissos, contas a pagar, problemas para lidar, falsos amigos, dificuldades nem aborrecimentos. Foi uma época simples, lembrada pelos olhos daquela criança curiosa, que gostava de descobrir coisas novas e não tinha preocupações.

O tempo passou. A franquia cresceu e mudou. Os 150 monstrinhos viraram 721. O garoto de 9 anos se tornou um adulto de 26. Eu continuei a gostar de videogames e de Pokémon, mas a paixão que eu tinha pela franquia diminuiu, pois eles mudaram e adicionaram tanta coisa que acabou perdendo um pouco do brilho pra mim. Eu cheguei a jogar algumas versões novas, mas não com o mesmo entusiasmo daquela criança de 9 anos, quando viu um cartucho azul pela primeira vez.

E então, recentemente, a Nintendo, em parceria coma Niantic, lançou Pokémon GO, que você, leitor, provavelmente já sabe do que se trata. O grande segredo: os monstrinhos do jogo são os 150 originais. Aqueles 150 monstrinhos do cartucho azul. Enquanto muitos estão aderindo ao hype, muitos também estão criticando.

“Isso é coisa de retardado.”

“Vai procurar trabalho!”

“Bando de vagabundo, não tem mais o que fazer.”

“Quando se sentir estúpido lembre que tem gente lá fora procurando por Pokémon.”

Embora sejam opiniões bem mal-educadas e agressivas, cada um tem o direito de ter sua opinião e essas pessoas merecem ser respeitadas. Mas aos meus amigos, que talvez tenham a mesma opinião, eu gostaria de apenas perguntar algo. Ao invés de rotular todos os usuários de um determinado aplicativo de estúpidos, retardados, vagabundos ou desocupados, o que vocês acham de entender porque o aplicativo foi um sucesso tremendo e porque alguns de nós ficamos tão felizes em jogar um jogo desses? Para responder essa pergunta, eu gostaria de fazer outras duas:

Relembrar um passado que te deu felicidade é algo “estúpido”? Relembrar a criança que nós fomos, as coisas que nós amamos e fizemos é “coisa de retardado”? Como vocês se sentem vendo um episódio de Chaves? Como vocês se sentem lendo Turma da Mônica? Como vocês se sentem comendo uma bala juquinha? Como vocês se sentem abrindo um caderno antigo da época do colégio? Ou achando um bilhetinho que um amigo escreveu pra você, quando você era pequeno? Quando você revira o armário e acha aquele bichinho de pelúcia que você não largava quando era criança? Quando você vê fotos daquela época? Você também sente nostalgia? Você também lembra com carinho daquele tempo?

É isso que muitos de nós sentimos ao jogar o jogo novo da Niantic. Não é modinha, é algo muito mais antigo, quando ser nerd não era “cool” e ninguém sabia o que era Star Trek, Senhor dos Anéis, Zelda, Homem de Ferro ou o Guia do Mochileiro das Galáxias. O que nós sentimos é nostalgia. Não quer dizer que nós jogamos um jogo 24h por dia também. Todos nós trabalhamos, pagamos nossas contas, alguns até vivem sozinhos, longe da família. Alguns de nós temos de cozinhar nossa própria comida e lavar nossa própria roupa. Cumprimos com nossos compromissos e cuidamos da família, mesmo se estamos longe deles. E mesmo com tantos afazeres, a gente acha um tempinho para jogar aquele jogo no celular porque a sensação sair por aí capturando Pokémon nos faz lembrar daquele garotinho que nós fomos um dia. Que tinha como objetivo ser um mestre Pokémon, porque a vida dele era muito mais simples. E então, a gente continua vivendo, enfrentando um leão por dia, cuidando da nossa vida e vencendo os problemas. Com a cabeça de um adulto, mas com um coração de criança.

Será que ter carinho por quem você foi é estúpido ou coisa de retardado? Eu, pessoalmente, acho que não. Eu tenho muito orgulho de lembrar de quem eu fui, pois se eu não tivesse sido aquela criança curiosa, inocente e alegre, que amava jogar videogame e vivia com o nariz enfiado nos livros, eu não seria quem eu sou hoje. E eu gosto muito de quem eu sou hoje.

 

ps1.: Além dos assuntos discutidos aqui, ainda temos casos de crianças que, apesar de autistas e quase nunca saírem de casa, estão andando pelas ruas todos os dias e fazendo amigos, por causa de um jogo no celular. Não é um caso isolado e é algo impressionante. Eu recomendo a leitura dessa matéria aqui.

ps2.: Para quem gostaria de entender um pouco mais sobre ter a cabeça de um adulto e um coração de criança, uma sugestão de filme: Procurem o filme “The Kid” (o título em português é “Duas Vidas”) e divirtam-se!

Idiossincrasias da Selfie

– Sr. McCurry, obrigado por ter vindo ao instituto nacional de fotografia.

– Sem problemas, Sr. Solano. O senhor queria me ver?

– Vou ser direto ao ponto, Sr. McCurry. Nós recebemos uma denúncia muito preocupante sobre o senhor.

– O que foi denunciado?

– Que o senhor não acredita em selfies.

– Acreditar? Bem, eu realmente não gosto de selfies.

– Você compreende a gravidade da situação?

– Gravidade? Como assim?

– Você é um de nossos mais prestigiados fotógrafos, sr. McCurry. É inconcebível que um fótografo associado ao maior instituto de fotografia do mundo não acredite em selfies.

– Como assim, acreditar? Eu não estou entendendo. Eu apenas prefiro tirar fotos da natureza e das pessoas e não de mim mesmo.

– Estou vendo que o caso realmente é sério, exatamente como nos foi reportado.

– Com licença, sr. Solano. Eu não estou entendo.

– O que você não entende, rapaz? Seu futuro e integridade como fotógrafo está em jogo. Você acha que pode continuar trabalhando conosco depois de revelar um fato tão absurdo como esse?

– O que??

– Como pode um fotógrafo bem instruído e inteligente negar o uso de selfies??

– Mas qual o problema com o fato de eu não gostar de tirar selfies??

– Então você cegamente defende a sua fé anti-selfística? É isso?

– Fé??

– Já foi comprovado cientificamente que selfies são a evolução da fotografia. Os registros de negativo do passado confirmam que o processo darregueótipo foi criado exclusivamente para que possamos tirar fotos de nós mesmos – SELFIES!

– E o senhor me diz que eu não posso continuar sendo um fotógrafo se eu não começar a tirar selfies?

– Bem, nenhum instituto de respeito o reconheceria como tal. Ninguém o contrataria. O senhor corre o risco de se tornar um pária do mundo fotográfico, se já não o é.

– Com todo o respeito, sr. Solano. O tipo de fotografia que eu gosto ou não gosto é problema meu. Um gosto pessoal.

-Não. É uma afronta à própria câmera, profissão e arte fotográfica!

-Eu não tenho mais tempo pra discutir um gosto pessoal com o senhor, sr. Solano. Com licença…

-Você não tem permissão para ir embora ainda! Sente-se! Sr. McCurry, perdão pela minha falta de modos. Eu o chamei aqui justamente porque respeitamos muito o senhor e por isso queremos abrir sua mente para a verdade da fotografia.

– Minha mente já está bem aberta e achando essa conversa uma perda de tempo.

– Ora, vamos lá sr. McCurry. Raciocine comigo. Antes da fotografia, qual era o tipo de pintura que quase todos os artistas tinham em comum? o auto-retrato! Desde aquela época, a verdade sobre selfies já existia e era amplamente aceita e venerada! Como é que o senhor, uma pessoa que recebeu excelente educação, pode dizer que não acredita em selfies?

– Exatamente qual o objetivo dessa conversa, sr. Solano?

– Ora, que você finalmente enxergue a verdade e passe a aceitar as selfies.

– EU-NÃO-QUERO-TIRAR-SELFIES.

– Mas sr. McCurry. Selfies são o ápice da expressão na fotografia. Não existe nada mais belo para ser capturado por uma lente do que uma selfie.

– Eu prefiro tirar fotos dos outros.

– Mas quanto absurdo! O senhor está me dizendo, em sã consciência de que uma foto de um animal exótico no fundo do mar é mais valiosa do que uma selfie no elevador? Que uma foto das ruínas de uma civilização antiga é mais importante do que uma selfie no banheiro?

– Sim.

– Mas isso é completamente ilógico, sr. McCurry. Como é possível defender seu desgosto por selfies assim? Nenhuma pessoa com um mínimo de educação secular poderia levá-lo a sério.

– Com licença…

– Ora, vamos lá, estou dando uma chance a você! Me dê um motivo para provar sua aversão à selfies.

– Selfies são um produto do narcisismo e egoísmo humano.

– Ah, quanta baboseira! Você leu isso aonde, num site apóstata? Eles também pregavam que as fotos tem que captar um momento espontaneo e natural? sr. McCurry, eu pedi um argumento de verdade.

– Esse é o meu argumento e eu não li ele em lugar nenhum.

– Então você ainda tem muito o que ler e pesquisar, quem sabe se o senhor visitar nossa biblioteca e pesquisar sobre o tema…

– Sr. Solano, se eu sou forçado a gostar de selfies para ser quem eu sou, então eu peço demissão. Adeus.

– Sr. McCurry!! Espere um instante!

– O que o senhor quer agora??

– Antes do senhor ir… Vamos tirar uma selfie!

Curiosidades e explicações sobre os Imdionach e os cristais

Os Imdionach são como um sistema imunológico que procura e destrói erros no sistema. Eles foram criados a partir do segundo mundo, como uma medida de controle dos bugs que apareceram quando Yzen e Maine entraram dentro do sistema. Depois da fusão de Yzen e Maine, o poder dos Imdionach é utilizado por outras pessoas por meio dos cristais. Os cristais azuis e vermelhos são manifestações do poder dos Imdionach de corrigir bugs. Após a criação dos sete mundos, o poder dos Imdionach, de consertar bugs, passa para Johan e Lina e eles se tornam os guardiões daquele mundo, recrutando pessoas com afinidade para servir junto com eles, portando os cristais que contém o poder dos Imdionach.

O cristal verde de Johan, no entanto, não é um pode dos Imdionach, ma é o próprio código base do sistema de criação, assim como também contém a vida de Lina. O cristal de Johan atravesa vários ciclos, passando por vários portadores. Uma linha cronológica do cristal de Johan é esta:

a) Johan absorve o cristal na loja de antiguidades (primeiro livro)

b) O cristal continua com ele até ele virar guardião (segundo a quinto livros)

c) seu cristal então é roubado por Maine (sexto livro)

d) Maine usa o cristal para iniciar o programa de criação de vida (sexto livro)

e) Quando Maine e Yzen entram no portal, o cristal é absorvido pelo sistema (sexto livro)

f) O cristal é manifestado dentro de Lina, do quinto mundo (primeiro livro)

g) O cristal dentro de Lina é roubado por Miguel (primeiro livro)

h) O cristal de Miguel é recolhido por King (segundo livro)

i) King é restaurado por Kyle e continua com o cristal (terceiro livro)

j) ele usa o cristal para restaurar a Lina do quinto mundo (terceiro livro)

k) O cristal fica dentro de Lina até quando ela virar uma guardiã (terceiro a quinto livros)

l) Lina abre mão de seu cristal para resgatar Johan (sexto livro)

m) Johan entra no sistema e vira King e continua com o cristal (sétimo livro)

n) Miguel rouba o cristal de King (segundo livro)

o) O cristal de Miguel é recuperado por Johan (terceiro livro)

p) O cristal fica com Johan até a batalha contra Maine (quarto livro)

q) Johan dá o cristal a Yzen para selar Maine (quinto livro)

r) Vincent usa o cristal que selou Maine é usado para resgatar Lina (sétimo livro)

s) Lina entrega seu cristal a Vincent é absorvida por ele (sétimo livro)

t) Vincent entra no sistema e vira Kyle e ainda tem o cristal (sétimo livro)

u) Kyle usa o cristal para resgatar King (terceiro livro)

v) King vira Vincent e continua com o cristal (quarto a sexto livros)

w) Vincent recebe o cristal de Lina e continua com o cristal que recebeu de Kyle (sétimo livro)

x) Kyle entrega o cristal a Johan na loja de antiguidades (primeiro livro)

Assim sendo, todos os cristais usados por Johan, Lina, King, Miguel, Vincent, Kyle, Yzen e Maine são na verdade o mesmo cristal.

Agora, uma linha cronológica do Johan:

a) Johan do terceiro mundo absorve o cristal (primeiro livro)

b) Ele luta contra os vírus e perde lina (primeiro livro)

c) Ele perde as memórias e volta a ser um garoto normal (segundo livro)

d) Por meio de Kyle, ele recupera as memórias e seu poder (segundo livro)

e) Ele luta contra Miguel no quarto e sexto mundos (segundo livro)

f) Ele luta contra Miguel no sétimo mundo (terceiro livro)

g) Ele vira um guardião com Lina (quarto e quinto livros)

h) Ele é morto por Maine mas resgatado por Lina (sexto livro)

i) Ele entra no sistema como King para destruir o ciclo (sétimo livro)

j) Ele é convencido por Kyle a parar de lutar (sétimo e segundo livros)

k) Ele é morto por Miguel e resgatado por Kyle (segundo e terceiro livros)

l) Ele vira Vincent, um observador para ver se Kyle falava a verdade (terceiro a sexto livros)

m) Ele resgata Lina e vive com ela depois que o sistema é completo (sétimo livro)

n) Ele volta para o terminal para cumprir sua última missão e vira Kyle (sétimo livro)

o) Ele entrega o cristal para Johan (primeiro livro)

p) Ele ajuda Johan a recuperar sua memória (segundo livro)

q) Ele conversa com King (segundo livro)

r) Ele resgata King (terceiro livro)

s) Ele entra no Terminal (sétimo livro)

Além disso, temos Yzen e Maine, que ao entrarem no terminal e no sistema de criação começam a se corromper (pois não detém mais das chaves do terminal, os cristais verdes) e acabam se fundindo na mudança entre quarto e quinto mundos, virando um ser chamado Laud-Zeor. Eles recuperam a identidade quando Johan completa o ciclo após vencer Miguel e por fim, são absorvidos pelo sistema.

Resumo da saga Terminal VII

Sétimo livro

Vincent – um viajante misterioso com um grande segredo

King – A versão de Johan guardião que entrou no sistema pelo terminal para destruir o mundo

Kyle – Mentor de Johan, quando ele começou a lutar no quinto mundo

Lina – O amor de Johan, que carrega consigo uma chave do terminal

A história começa com Vincent, olhando a torre negra e as batalhas de longe. Ele entra na torre sem ninguém perceber, pois os guardiões estão muito ocupados tentando parar a destruição do mundo. Ele vai até a sala onde Maine estava presa e onde Lina jaz morta, porque ela deu o poder dela pra Johan. Vincent toca na câmara criogênica, que se transforma de volta na espada que Yzen usou para selar Maine. A espada então se transforma no cristal, pois originalmente era um cristal, que foi dado de Johan para Yzen, durante a batalha do sexto livro. Ele usa esse cristal em Lina e Lina recupera suas memórias, mas está confusa. Porque ela está viva novamente? Ela olha para Vincent e pergunta quem é ele.

Então Vincent diz para não se preocupar e a leva para longe da torre, para longe de todos. Lina acorda numa casa e quando ela levanta e procura Vincent, encontra ele sentado na varanda olhando para o horizonte. Não há sinais de destruição do mundo. Lina pergunta novamente quem ele é e quando Vincent se vira para ela, ela finalmente o reconhece e diz: Johan!

A história então vai para King. Na batalha entre Johan e Miguel, Kyle vai batalhar contra King. Assim que eles se isolam de Miguel e Johan, King diz então para Kyle que ele já viu tudo aquilo, mas que não entende. Ele precisa destruir o ciclo, porque ele falhou. King explica que ele vai lutar contra Miguel e vencer, que o mundo “baixo” vai ser completo, que ele fica encarregado de parar o ciclo em seu mundo, mas que ele falha. É por isso que ele não pode falhar de novo. Lina deu a vida dela para que o ciclo parasse. Mas ele sabe que Kyle consegue convencê-lo a parar. Como?

En tão Kyle diz que sabe disso tudo. Kyle diz que Lina não está morta e que ele não precisa mais lutar. Quando King indaga o porquê Kyle diz que ele também é Johan. Ele viveu como Johan, viveu como guardião e diz para King que nunca houve um ciclo, apenas uma criação infinita de dimensões. O mundo de cima não é destruído. Eles continuam a existir em paralelo, mas em versões temporais diferentes. Mas King fala que viver não faz mais sentido, porque Lina não está mais com ele, Kyle pede para King olhar para o cristal-chave e diz que Lina nunca saiu de perto dele. Como ele conseguiu sentir Lina na batalha do sétimo mundo? porque Lina sempre esteve dentro daquele cristal. Ele nunca irá se separar de Lina enquanto estiver com a posse de uma chave do terminal.

Quando King compreende que ele não precisa mais lutar para destruir o ciclo porque as pessoas do mundo “de cima” não iriam morrer e que a vida de Lina estava contida dentro do cristal, ele finalmente é convencido de que a batalha é inútil e ele cessa o ataque e a guerra como King. Ele toma o cristal de Miguel e o guarda dentro de si, fingindo destruí-lo para que Miguel também parasse de lutar.

A história volta para Vincent e Lina. Ele disse que deu um voto de confiança a si mesmo e agora ele confirmou que é verdade. O mundo não foi destruído. O desejo de Maine não causou a destruição, apenas a criação de mais uma linha temporal. Vincent e Lina vivem por bons anos sozinhos naquela casa, finalmente livres de qualquer obrigação como guardiãos. Eles começam a envelhecer juntos, já que não usam mais os poderes dos Imdionach, mas os dois ainda tem cada um um cristal-chave do terminal. Depois que eles envelhecem juntos, Lina pergunta o que Vincent vai fazer. Ele diz que tem vontade de continuar envelhecendo com ela até o fim. Mas Lina indaga como o Johan do mundo “de baixo” vai se sair se ele não agir. Vincent entende que ele precisa ir cumprir a parte final de sua missão e isso sim significa dizer um adeus definitivo a Lina.

Ele diz que eles já estão felizes, porque eles precisam se envolver novamente com o terminal e os mundos? Eles já fizeram bastante. Mas Lina diz que se ele não for, um Johan dos mundos criados deixará de estar perto de Lina para sempre. Eles viveram bons anos e está na hora dele cumprir seu papel final. Lina então retira seu cristal-chave e o dá a Vincent. Ela começa a desaparecer, sendo sugada para dentro do cristal que estava dentro dela. Ela diz que sempre estará com ele, porque ela é o cristal. Vincent diz seu adeus final à Lina e entra no terminal.

Quando Vincent entra no terminal, ele não é transportado diretamente para um mundo, mas sim para uma sala de controle. Nos painéis está escrito “error” com um log dos acontecimentos dos sete mundos criados. Os mundos foram criados com sucesso, mas todas as pessoas morreram, pois os Imdionach destruíram a todos. Vicent então puxa o backup do quinto mundo, que estava em suspensão e entra dentro do backup, restaurando uma versão anterior. Dentro deste mundo, ele se auto-entitula Kyle e abre uma pequena loja de antiguidades e puxa um dos cristais que ele carrega, o tranforma em uma espada e coloca na vitrine. Ele sabe que só vai ficar com a loja aberta apenas um dia, mas será suficiente.

A pós a visita de Johan à loja, Kyle vai para o sexto mundo, onde serve de tutor para Johan. Ele conta sobre os ciclos, mas omite o fato de que King é o Johan do mundo de cima, preferindo dizer que é apenas o Johan do quarto mundo. Ele se encontra com King e conversa com ele. Depois ele volta com Johan, o deixa no sexto mundo e volta para o quarto, pouco após Miguel matar King e roubar seu cristal.

Kyle usa o último dos cristais que carregava para resgatar as memórias e a vida de King e então instrui King a trazer as memórias de Lina de volta, com o cristal que ele guardou de Miguel. A história então pula para depois da batalha com Miguel, onde King decide virar um observador e se auto-entitula Vincent. Quando Vincent deixa a torre, Kyle olha uma última vez para a porta do terminal, que agora está trancada pelas chaves que Laud e Zeor fizeram. Ele sorri e diz “mas isso nunca foi problema para mim”. Ele força a abertura do terminal. Ele diz “Agora, vamos descobrir o que está lá fora…” e entra no terminal. O sétimo livro termina aqui.

Resumo da saga Terminal VI

Sexto livro

Yzen – um guardião que está decidido a matar Maine para terminar o ciclo

Maine – uma guardiã que se corrompeu com o poder das chaves e decidiu continuar o ciclo

Yzen está mortalmente ferido e apenas consegue assistir à batalha entre Maine e Johan e Lina. Maine está tirando poder das chaves que ela coletou e no fim, consegue matar Johan e retirar dele a chave-mestre (o cristal verde que ele ganhou no primeiro livro) e ela abre o terminal acima da torre. Lina está em choque ao ver Johan morto. Yzen reúne o pouco de forças que ele ainda tem e promete por um fim nisso para Lina. Ele sobre para o topo da torre e tem uma batalha sinistra contra os seres e Maine. Aquele vírus do primeiro livro que parece o Jin-E aparece aqui para lutar contra Yzen. A batalha é feroz e os guardiões aparecem para ajudar na batalha. Com muito esforço, Yzen consegue se aproximar de Maine. No fim, ele trespassa Maine com sua espada, mas os dois caem dentro da porta do terminal e entram dentro do programa de criação.

Eles entram no primeiro mundo e começam a lutar lá. O primeiro mundo é como um paraíso selvagem, mas sem nenhum humano. Quando a batalha começa, o sistema começa a falir e os Imdionach são criados pelo sistema para betalhar contra os invasores. Maine se aproveita disso e foge de Yzen para então, controlar os Imdionach e regular a criaçao da segunda versão do mundo, o segundo mundo. Yzen começa a notar que ele está sofrendo corrupção e bugs por ser um elemento estranho naquele ambiente e por não ter uma chave do terminal, que protegeria a si mesmo de ser mesclado com a programação daquele sistema.

Enquanto isso, a história volta para Lina e Johan. Ela está desolada pela morte dele e decide que é melhor sacrificar sua vida para que o ciclo seja interrompido. Então era retira o cristal-chave que existia dentro dela (que o King usou para recuperar as memórias dela no terceiro livro) e insere o cristal em Johan, recuperando as memórias e vida dele. Johan acorda e vê Lina se esvaindo e ela diz que eles já viveram bastante juntos e que ele precisa agora salvar aquele mundo.

A história volta para Maine e Yzen. No segundo mundo a ambientação é como se fosse a época da babilônia. Yzen é um guerreiro nômade e ele sozinho começa a invadir a cidade do Rei. Os soldados, versões dos Imdionach, lutam bravamente contra ele e Yzen tenta manipular o código do programa para cosneguir mais força apra lutar contra os Imdionach, mas toda vez que ele usa seus poderes, um pedaço dele é corrompido pelo código do programa. Ele aos poucos está se fundindo com o programa e deixando de ser ele mesmo. Ele consegue chegar até o Rei, que é Maine e eles tem mais uma batalha feroz, mas no meio da batalha, o sistema reconhece que o segundo mundo foi uma falha e começa a transformação para o terceiro mundo.

A história volta para Johan, dando seu último adeus a Lina. Ele está amargurado porque não conseguiu evitar a criação de um novo ciclo e ele perdeu Lina novamente, dessa vez para sempre. Ele sobre para o terminal, onde vê os guardiões em estado de pânico, sem saber o que fazer. Ele reúne o poder do cristal-chave que recebeu de Lina, que agora sustenta sua vida, e abre a porta do terminal para resgatar os guardiões que morreram na batalha e para tentar desligar o sistema de criação de vida, mas sem sucesso, porque Maine usou o cristal-chave que estava dentro dele para iniciar o programa e quando ela caiu dentro do terminal junto com Yzen, o cristal foi absorvido pelo programa de criação e agora ele não consegue mais desligar o programa de fora.

Voltando para Yzen e Maine, eles agora estão no terceiro mundo, ambientado na roma antiga. Mostra uma batalha de Yzen no coliseu. A partir desse mundo, as consciências de Yzen e Maine já estão mescladas com os conceitos do mundo, então eles sabem que são inimigos, mas ao mesmo tempo, eles também tem uma personalidade referente àquele mundo. Ele é um gladiador que tem uma missão de assassinar o imperador (imagine uma versão de gladiador aqui), mas precisa bolar um plano para fazer isso. Personagens que apareceram no primeiro livro como membros da organização aparecem aqui também, alguns são inimigos de Yzen, outros são amigos. Os capítulos nessa parte vão desenrolando em tramas e batalhas até que Yzen consegue acesso ao imperador, que é Maine. Eles tem outra batalha feroz, que culmina no incêndio de Roma e então o sistema julga que o terceiro mundo é uma falha e começa a passar para a quarta versão do mundo.

A história volta para Johan, agora o sistema está completamente fechado para mudanças externas. Ele então designa um guardião e diz para todos que a partir de agora, aquele guardião seria o novo chefe. Ele passa os poderes do Imdionach para o guardião e faz os preparativos finais para entrar no sistema e tentar destruir tudo por dentro, mas ele não está esperançoso. Ele se lembra de quando ele mesmo batalhava contra os vírus para preservar a vida das pessoas. Ele pensa que agora a situação se inverteu e é ele que precisa exterminar aquele mundo, senão todos irão morrer novamente. Tem um flashback do Miguel aqui e Johan sente remorso das escolhas que ele fez. Nisso ele entra no terminal para terminar sua missão. A cena corta pro Vincent, olhando a torre de longe, dizendo que agora chegou a vez dele agir.

Então a história volta para Yzen e Maine. Agora eles estão no quarto mundo, um mundo renascentista. Existem boatos de um vampiro que mora numa fortaleza que flutua acima das nuvens. Yzen é um explorador e cientista e ele sente que precisa descobrir se é verdade que aquele castelo realmente existe. Essa parte da história tem menos batalhas e mais investigações e esclarecimentos sobre o mundo e os Imdionach. À medida que ele vai construindo um dirigível para voar até acima das nuvens, ele vai misturando as memórias que ele tinha como Yzen “de cima” com o Yzen atual, uma pessoa que vive naquele mundo renascentista. Ele tem ajuda de outras pessaoas (que também tem a aparência dos personagens do quinto mundo do primeiro livro), mas nesse mundo, ele conhece dois personagens novos, que ainda não apareceram, um homem barbado e uma garota de 10 anos loira. O homem barbado também é um cientista e ele está numa pesquisa para retirar uma maldição da garota de 10 anos que nunca envelhece. Eles são personagens secundários na história e ajudam Yzen com a construção do dirigível, mas eles aparecem aqui porque na verdade eles são personagens de outro livro que um dia eu vou escrever e que se conecta com a história aqui.

Por fim, Yzen consegue voar com o dirigível e descobre a fortaleza flutuante, que é a fortaleza que Johan e Kyle encontram no segundo livro, quando vão lutar contra Miguel e King. Lá, ele saca sua espada e luta contra os Imdionach e conta Maine. No fim, ele recebe um golpe fatal de Maine ao mesmo tempo que ele também fere ela mortalmente. Eles caem juntos e se olham e perguntam porque estavam lutando. Os inconscientes de Maine e Yzen ainda carregam as missões de respectivamente concluir o ciclo e quebrar o ciclo. Mas eles se amam. Então o sistema julga que o quarto mundo foi uma falha e o processo de construção para o quinto mundo começa a acontecer e nesse processo, Maine e Yzen se beijam e acabam se fundindo.

Daí tem uma conversa de Yzen e Maine dentro do inconsciente desse novo ser. Eles não conseguem mais cumprir o propósito deles, então durante a criação do quinto mundo, eles criam uma suspensão do sistema, onde o processo de criação é interrompido, mas não destruído. Eles sabem em seu inconsciente que aquela solução na verdade vai levar todos os mundos à destruição, mas eles são incapazes de fazer qualquer outra coisa. À medida que  os últimos pedaços da consciência de Maine e Yzen se vão, eles se auto entitulam Laud e Zeor.

A história volta para Johan, ao entrar no sistema. Ele entra no início do quinto mundo e vê um sistema em suspensão, mas que continua causando a destruição do mundo “de cima”. Ele então entende o que tem que fazer. Ele usa o terminal para ir para o quarto mundo e com seu cristal-chave, ele reativa os Imdionach para que eles servissem ao seu propósito de destruição do ciclo, dando luz aos cristais vermelhos. Ele se auto-entitula King e começa a mandar os Imdionach para destruir o quinto mundo. Laud-Zeor reage contra qualquer pessoa que queira destruir o estado de suspensão e cria a organização secreta para lutar contra os vírus. Como Maine controlou os Imdionach do segundo ao quarto mundos, eles retém um poder dos Imdionach e esse poder dá luz aos cristais azuis. E a história volta para o início do primeiro livro. Assim termina o sexto livro.